A vida atarefada da tia não deixa margem para manobras arriscadas. A tia tem mega organismos organizadíssimos que nunca a deixam ficar mal...
É absolutamente necessário que a tia comece a quebrar alguns tabus, e como todas as definições de tabu, da mais simples à mais elaborada, a menina está completamente proibidíssima da vida de abrir a boca para comentar seja o que for com quem for acerca do que aqui lhe vou explicar.
Acha que está preparada? Posso confiar em si? Quero dizer, em verdade lhe digo, as únicas que a menina pode arruinar à velocidade do flash se o fizer é a si mesma e às que estiverem em contacto directo consigo! Eu estarei bem longe. Ai Juro, tão longe que o meu Nº5 só lhe chegará por alturas da próxima mudança de século, e já bem fraquinho.
Bom, como já lhe disse anteriormente a Tia faz-se de “piqueninos” pormenorezinhos que, todos bem juntinhos e em perfeita sintonia, a fazem mais brilhante e cheia de graça. Ámen.
O que a menina não sabe é que por vezes o seu pormenor está mesmo interligado ás suas amigas, isto é, elas são o pormenor que lhe falta para fazer a diferença, mas como não podia deixar de ser vou explicar-lhe este ponto de vista de uma maneira muito mais prática e detalhada.
Tenha atenção a que “tia” vai a menina buscar o seu tão precioso detail, não vá acabar com um que “em vez de um laqué a transforme numa decapité”, percebeu a super metáfora que usei? Caramba, a menina já devia ter percebido alguma coisa. Está bem, recapitulando, acaba mais decapitada que a Tia Maria Antonieta nos seus melhores dias!
E como estava a contar, o que realmente é mais importante é ter os mil milhões de requisitos estruturados detalhadamente numa ordem quase impossível de igualar. A menina não se pode nunca esquecer que o seu dia começa mesmo antes de acordar, aquele momento a que a Constança chama de reflection. Claro que no caso dela, que é das mais atarefadas tias desta nossa sociedade, como precisa de por muitos assuntos em ordem, o seu tempo é qualquer coisa como uma a duas horas, dependendo do quão ocupada esteve durante a noite, a meditar como é óbvio. A opção de colocar um letreiro Ritzíco (percebe, como se fosse um dos do Ritz) é perfeita, mas à falta de mais “opções”, arranje um bom advogado. Ninguém pode ousar interromper esse seu estado de reflection.
Lembro-me lindamente de como esta lição nos serviu a todas imenso numa altura em que todas as nossas qualidades de tias se tiveram de unir para que de nós todinhas surgisse a mais perfeita TIA.
Foi em meados de… de… um dias destes quando aterramos numa terrinha que, graças a Deus, nem vem no mapa, onde a tia Francisca tinha adquirido uma pequena villa para onde se podia retirar sempre que se sentisse cansada do mundo intenso em que se move. Pelo menos foi o que pensou.
Assim, após algumas assinaturas num qualquer notário, (abro aqui um parênteses para expressar o meu contentamento pelo nosso querido Estado tenha mudado o estado das coisas e que tenha permitido à função pública acederem rapazitos com super bom aspecto, agora só tem de os levar a todos para Lisboa, está bem? Muito obrigado.), e a casa era sua. Claro que foi difícil perceber o que era um “notário” visto que a tia Francisca nunca tinha tirado notas antes de coisa alguma, mas tudo se resolveu a bem e após se largar algumas notas, a coisa lá foi assinada. Deixem-me que vos diga que a ortografia da Francisca é perfeita, nunca tinha visto coisa assim, sempre pensei que as letrinhas que me chegavam ao telefone fossem as dela e estava super contente por todas termos a mesma letra. Foi um misto de sentimentos nunca antes experimentados. I just loved it.
O exaltamento era mais que muito mas lá nos controlámos todas para não chorar. É que a verdade verdadeira dos factos é que nunca nenhuma de nós se tinha arriscado a entrar no ambiente imobiliário por nossa conta, sei lá, sempre houve quem o fizesse por nós, e naquela altura a Francisca ter dado aquele passo foi tão importante para ela como para nós e o momento foi oficializado com fotografias, que estão no cofre do Banco do tio Jorge, pai da Carminho, e de lá só sairão por obra e graça do Espírito Santo, não é o tio, é mesmo o Senhor lá de cima, e com muita bolly e muitos malboros.
A Villa lá foi baptizada, e como manda a tradição, um mega giga Perignon lá se esborrachou contra a primeira parede que parou à nossa frente e pronto, achou a Francisca que ia ter sossego.
Após as noites dos festejos e ainda muito combalida, um toque da campainha do portão fez despertar Francisca para o facto de que, afinal, não estava assim tão isolada. Eram dois velhotes amorosos com uma cestinha super engraçada e pelo aspecto estava, com certeza, cheia daquelas iguarias que não se comem em mais lugar algum do mundo (além do Delidelux) e, por muito que me custe admitir, pois já não o fazia há imenso tempo, ainda dei uma trinquinha numa coisa que tinha imenso o aspecto de um biscoito. Foi um máximo, diverti-me imenso.
Como era natural, estávamos todas desejosas que começassem os trabalhos manuais na casa para que, e esta parte é importante, repare, com um bocado de todas nós, viu, todas nós, aos bocados, não é nada disso, são bocados fictícios todos juntos para que se transformasse, em primeiro lugar, a villa num País habitável e, em segundo, num TIA Estado!
E assim foi, milhares de piquenos pormenorzinhos fazem uma Tia e milhares de Tias um Estado invencivel. Seja invencível, seja inquebrável, seja... Maravilhosamente Tia.
Beijinhos desta tia que vos adora meus queridos e queridas deste mundo que a tia explora a cada instante... (Bom, que poetiza está a tia hoje)
C.M.S.
Acha que está preparada? Posso confiar em si? Quero dizer, em verdade lhe digo, as únicas que a menina pode arruinar à velocidade do flash se o fizer é a si mesma e às que estiverem em contacto directo consigo! Eu estarei bem longe. Ai Juro, tão longe que o meu Nº5 só lhe chegará por alturas da próxima mudança de século, e já bem fraquinho.
Bom, como já lhe disse anteriormente a Tia faz-se de “piqueninos” pormenorezinhos que, todos bem juntinhos e em perfeita sintonia, a fazem mais brilhante e cheia de graça. Ámen.
O que a menina não sabe é que por vezes o seu pormenor está mesmo interligado ás suas amigas, isto é, elas são o pormenor que lhe falta para fazer a diferença, mas como não podia deixar de ser vou explicar-lhe este ponto de vista de uma maneira muito mais prática e detalhada.
Tenha atenção a que “tia” vai a menina buscar o seu tão precioso detail, não vá acabar com um que “em vez de um laqué a transforme numa decapité”, percebeu a super metáfora que usei? Caramba, a menina já devia ter percebido alguma coisa. Está bem, recapitulando, acaba mais decapitada que a Tia Maria Antonieta nos seus melhores dias!
E como estava a contar, o que realmente é mais importante é ter os mil milhões de requisitos estruturados detalhadamente numa ordem quase impossível de igualar. A menina não se pode nunca esquecer que o seu dia começa mesmo antes de acordar, aquele momento a que a Constança chama de reflection. Claro que no caso dela, que é das mais atarefadas tias desta nossa sociedade, como precisa de por muitos assuntos em ordem, o seu tempo é qualquer coisa como uma a duas horas, dependendo do quão ocupada esteve durante a noite, a meditar como é óbvio. A opção de colocar um letreiro Ritzíco (percebe, como se fosse um dos do Ritz) é perfeita, mas à falta de mais “opções”, arranje um bom advogado. Ninguém pode ousar interromper esse seu estado de reflection.
Lembro-me lindamente de como esta lição nos serviu a todas imenso numa altura em que todas as nossas qualidades de tias se tiveram de unir para que de nós todinhas surgisse a mais perfeita TIA.
Foi em meados de… de… um dias destes quando aterramos numa terrinha que, graças a Deus, nem vem no mapa, onde a tia Francisca tinha adquirido uma pequena villa para onde se podia retirar sempre que se sentisse cansada do mundo intenso em que se move. Pelo menos foi o que pensou.
Assim, após algumas assinaturas num qualquer notário, (abro aqui um parênteses para expressar o meu contentamento pelo nosso querido Estado tenha mudado o estado das coisas e que tenha permitido à função pública acederem rapazitos com super bom aspecto, agora só tem de os levar a todos para Lisboa, está bem? Muito obrigado.), e a casa era sua. Claro que foi difícil perceber o que era um “notário” visto que a tia Francisca nunca tinha tirado notas antes de coisa alguma, mas tudo se resolveu a bem e após se largar algumas notas, a coisa lá foi assinada. Deixem-me que vos diga que a ortografia da Francisca é perfeita, nunca tinha visto coisa assim, sempre pensei que as letrinhas que me chegavam ao telefone fossem as dela e estava super contente por todas termos a mesma letra. Foi um misto de sentimentos nunca antes experimentados. I just loved it.
O exaltamento era mais que muito mas lá nos controlámos todas para não chorar. É que a verdade verdadeira dos factos é que nunca nenhuma de nós se tinha arriscado a entrar no ambiente imobiliário por nossa conta, sei lá, sempre houve quem o fizesse por nós, e naquela altura a Francisca ter dado aquele passo foi tão importante para ela como para nós e o momento foi oficializado com fotografias, que estão no cofre do Banco do tio Jorge, pai da Carminho, e de lá só sairão por obra e graça do Espírito Santo, não é o tio, é mesmo o Senhor lá de cima, e com muita bolly e muitos malboros.
A Villa lá foi baptizada, e como manda a tradição, um mega giga Perignon lá se esborrachou contra a primeira parede que parou à nossa frente e pronto, achou a Francisca que ia ter sossego.
Após as noites dos festejos e ainda muito combalida, um toque da campainha do portão fez despertar Francisca para o facto de que, afinal, não estava assim tão isolada. Eram dois velhotes amorosos com uma cestinha super engraçada e pelo aspecto estava, com certeza, cheia daquelas iguarias que não se comem em mais lugar algum do mundo (além do Delidelux) e, por muito que me custe admitir, pois já não o fazia há imenso tempo, ainda dei uma trinquinha numa coisa que tinha imenso o aspecto de um biscoito. Foi um máximo, diverti-me imenso.
Como era natural, estávamos todas desejosas que começassem os trabalhos manuais na casa para que, e esta parte é importante, repare, com um bocado de todas nós, viu, todas nós, aos bocados, não é nada disso, são bocados fictícios todos juntos para que se transformasse, em primeiro lugar, a villa num País habitável e, em segundo, num TIA Estado!
E assim foi, milhares de piquenos pormenorzinhos fazem uma Tia e milhares de Tias um Estado invencivel. Seja invencível, seja inquebrável, seja... Maravilhosamente Tia.
Beijinhos desta tia que vos adora meus queridos e queridas deste mundo que a tia explora a cada instante... (Bom, que poetiza está a tia hoje)
C.M.S.

